terça-feira, 7 de agosto de 2012


O sexo tem um sentido muito profundo; é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Toda vez que o sexo é usado antes ou fora do casamento, de qualquer forma que seja, peca-se contra a castidade.
A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Cf. Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. (Cat. §2345)
“E todo aquele que nele tem esta esperança, se torna puro como ele é puro.” (1Jo 3,3)  A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade do homem em seu ser corporal…
Para se viver uma vida casta é necessário uma aprendizagem do domínio de si; ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.
Santo Agostinho disse que: “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.” (Confissões, 10,29,40).
Para se viver segundo a castidade é preciso resistir às tentações através dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações, obedecer os mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente freqüentando sempre a Confissão e a Comunhão, e viver uma vida de oração. Muito nos ajuda nisto a reza do santo Rosário de Nossa Senhora e a devoção e auxílio dos santos. (cf. Cat. §2340)
Santo Agostinho disse que: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.” (Confissões, 10,29,40)  A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que faz depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. (cf. Cat. §2341). O homem que vive entregue às paixões da carne, na verdade vive de “cabeça para baixo”; sua escala de valores é invertida; torna-se fraco. Não é mais um homem; mas um caricatura de homem.
Infelizmente a sociedade hoje ensina os jovens a darem vazão e satisfação a todos os baixos instintos; essa “educação” é uma forma de animalizar o ser humano, pois coloca os seus instintos acima de sua razão e  de sua espiritualidade.
O domínio de si mesmo é fundamental para a pessoa ser capaz de doar-se aos outros. A castidade torna aquele que a pratica apto para amar o próximo e ser uma testemunha do amor de Deus. Quem não luta para ter o domínio de si mesmo é um egoísta; não é capaz de amar. Por isso, a castidade é escola de caridade. A Igreja ensina que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” ( Cat. §2348).
Santo. Ambrósio ensinava que: “As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência; isto significa viver a vida sexual apenas com o seu cônjuge. Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica (Vid. 23)”. ( Cat. §2349)
Também os noivos são chamados a viver em castidade. A vida sexual só deve ser vivida após o casamento, pois só então o casal se pertence mutuamente, e para sempre, com um compromisso de vida assumido um com o outro para sempre.
“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade”. ( Cat. §2350)
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
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1879348 Propósito do sermão: Mostrar a extrema importância de dedicar tempo um ao outro na convivência do lar, entre os cônjuges e com os filhos.
Texto: Tudo tem o seu tempo determinado, e tempo para todo o propósito debaixo do céu: …tempo de amar, e tempo de aborrecer; tempo de guerra, e tempo de paz.” Eclesiastes 3:1,8
Introdução: Um grande furacão varreu o estado de Kansas. Um casal teve o telhado da casa arrancado. O forte vento levantou a cama onde eles estavam dormindo, arrastando-os suavemente até o jardim. A esposa começou a soluçar estando deitada. O marido no afã de consolar a sua esposa lhe disse: Não chores! Não fiques triste! Vamos encontrar uma maneira de consertar tudo isto! Sua esposa lhe respondeu: “Mas eu não estou chorando porque estou triste. Estou chorando porque estou contente. Esta é a primeira vez em vinte anos que saimos juntos ao jardim para falar de nós.” – Eles não tinham tempo para eles mesmos, estavam orfãos.
I. Porque muitos casais dedicam cada vez menos tempo para estarem juntos depois de casados?
  1. Porque eles pensam que pelo fato de conviverem juntos, dormir juntos e comer juntos, já é suficiente.
  2. A longa distância do trabalho, tanto dele como dela. Somando a isto os problemas que vão distanciando-os um do outro, e o excesso de trabalho. Voltam cansados para o lar, só para descansar.
  3. A falta de diálogo para planejar juntos a administração do tempo.
  4. Existe a tendência de seguir cada um em seus própios caminhos.
  5. O único tempo que passam juntos é quando estão cansados e irritados.
  6. O trabalho extra, horas vendo televisão, fazendo as compras, os encontros a noite, ocupam o tempo que se deveria dedicar um ao outro.
    1. Um casamento feliz não pode existir com restos de tempo.
    2. Um bom casamento não pode se desenvolver, quando o único tempo que se dedicam é o resto do final do dia quando estão exaustos.
    3. A comunicação expressiva que é essencial no casamento geralmente é deixada para os momentos apressados ou tarde.
II. Quais as consequências de não dedicar tempo para estarem juntos?
  1. Geralmente começam a alimentar suspeitas, dúvidas e desconfianças um do outro.
  2. Cada um se transforma em uma ilha.
  3. Ignoran as necessidades reais do lar.
  4. A qualquer momento pode vir a infidelidade conjugal.
  5. Nascem as incompreenções e os desentendimentos conjugais.
  6. Os filhos crescem em anarquía, sem límites nem controle.
  7. A TV, e outros ocupam o tempo dele e de seus filhos.
  8. Não há mais conselhos nem disciplina no lar.
  9. Nenhum dos dois tem tempo para fazer o culto familiar.
III. Cuidado com os ladrões do seu tempo
  1. A TELEVISÃO É UM LADRÃO DE OLHOS GRANDES. Ela toma preciosas horas de sua intimidada conjugal, e de seus filhos. Longos filmes ao pé do televisor roubam seu tempo e suas energías.
  1. COMPROMISSO COM O TRABALHO E COM AS PESSOAS. Você já ouviu isto? “Meu esposo tem tempo para seu trabalho e para as outras pessoas, mas não sobra nada para mim. Por isso estou rompendo meu casamento.” “Meu marido reduz o tempo dedicado para mim...”
  1. ENCONTROS NOS CLUBES E REUNIÕES NOTURNAS. Estas são as mais perigosas, porque vem um descontrole das regras do lar.
  1. EVENTOS ESPORTIVOS E REUNIÕES COM ALMOÇO, podem também roubar o tempo de nossa familia.
IV. É necessário parar e fazer um pacto de tempo entre os dois
Quando separamos tempo para abrir nosso coração para o outro, para ler a mente um do outro e desfrutar da presença do outro, então o amor cresce e o compromisso se fortalece.
Todo casamento precisa de tempo reservado e regular para conversar sobre preocupações específicas, principalmente aquellas que lhes estão afetando, como a falta de tempo. Você tem que dar alguns passos para programar o tempo para estar juntos, sozinhos, e tomar decisões, lembrando estas considerações:
A. ESCREVAM AMBOS SEPARADO O QUE PENSA COM RESPEITO A FALTA DE TEMPO DOS DOIS. Apresente suas idéas e preocupações sobre este tema.
B. DEPOIS FAÇAM SUAS AFIRMAÇÕES PESSOAIS. Que sejam a mais competa possivel.
C. DESPOIS LEIA CADA UM O QUE ESCREVEU. Conversem sobre seus sentimentos, entendimentos, discordância e ajustes que encontrem nescessário fazer.
D. FAÇAM JUNTOS UM PACTO DE TEMPO. Analizem quais são os melhores dias e horas apropiadas para estarem juntos.
E. QUANDO ESTIVEREM SATISFEITOS PODEM TOMAR SUAS DECISÕES. Façam um esforço mútuo para cumprir esses horários.
V. FAÇAM UMA AGENDA DO SEU TEMPO.
Seus três compromissos principais de tempo são estes:
A. MEU TEMPO PARA DEUS. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, nosso relacionamento é sempre abençoado. Faça sua devocional pessoal e seu culto familiar.
B. NOSSO TEMPO CONJUGAL E PARA OS FILHOS. Como se faz um projeto financiero, podemos fazer um projeto do nosso tempo e dessa maneira administra-lo sabiamente.
Suponhamos que temos para investir 168 horas por semana
Como usaremos essas horas? Exemplo:
1. Tempo para Deus........................................15 horas
2. Tempo para o cônjuge e os filhos.........…...........14 horas
3. Tempo para meu trabalho….................……....... 40 horas
4. Tempo para dormir….................................... 56 horas
5. Tempo para administrar outras coisas:.......….......43 horas
                                                                             _________
                                                                             168 horas
C. MEU TEMPO PARA O TRABALHO. Este tempo é importante, porque cumprimos o que Deus disse: “seis dias trabalharás e farás toda tua obra” (Êxodo 20:9). Geralmente a carga horária de trabalho semanal por pessoa está entre 40 e 50 horas.
Conclusão
  1. Nada é mais apropiado para suavizar o amor conjugal que a comunicação.
O nivel de satisfação conjugal está relacionado com a quantidade de tempo que um casal dedica cada dia para conversar.
  1. Os casais devem reservar periódicamente um tempo especial para estarem juntos para:
1. Conversar sobre o que está sucedendo entre eles
2. Ouvir as profundas inquietudes que cada um tem.
  1. O segredo é encontrar pequenas porções de tempo diárias, em vez de esperar algum feriado ou passar um dia inteiro juntos.
Exemplo: Planeje um almoço juntos de vez em quando, ou saiam para passear no parque sozinhos.
  1. Pratiquem a fórmula que faz milagres nos casamentos: “ETEP”
E = Estimule o seu cônjuge a fazer alguma coisa que lhe ajude em seu crescimento.
T = Toquem-se e abracem-se cada dia.
E = Elogiem-se. Aprove com palavras de elogio alguma ação do seu cônjuge.
P = Passem tempo juntos todos os dias.
  1. Filhos de todas as idades se sentem apegados ao pai ou a mãe que lhes dedicam tempo.
VOCÊ PODERÍA FAZER POR ESCRITO UM PACTO DE TEMPO COM SEU CÔNJUGE, QUE INCLUA SAIR JUNTOS E SOZINHOS UMA VEZ POR SEMANA, PASSAR ALGUM TEMPO DIARIAMENTE FALANDO DOS SEUS SENTIMENTOS E DEPOIS ORAR JUNTOS.

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